Minha Única e Querida Esposa, Encontrei maneira de comunicar contigo e de poderes responder-me de volta. (…) O meu único medo é a minha querida Rainha. Estive em estado de tortura permanente durante o dia de hoje, a noite passada e ontem com medo de que o choque que sofreste não te tenha feito mal ou ao nosso filho. Oh, querida, escreve-me ou envia-me um telegrama mal recebas esta carta a dizer-me que estás bem e que tentarás não andar infeliz até veres de novo o teu marido. Podes enviar os telegramas para aqui.
Tenho o teu rosto lindo aqui comigo – é um conforto tão grande. Beijo-o todas as manhãs.
[De Charles Stewart Parnell para Katherine O’Shea]
Dizes-me coisas muito ternas, querida Musa. Eh bien, recebe em troca muitas mais coisas, ainda mais ternas, do que possas imaginar. O teu amor entra em mim como uma chuva morna, e sinto-me ensopado até ao fundo do meu coração. Não possuis tudo o que é necessário para te amar – corpo, mente, ternura? És uma alma simples e mente forte, muito pouco poética, e excessivamente poeta; não há nada em ti que não seja bom, e és como o teu peito, branco e suave ao toque. Aqueles que conheci va, não se te comparam, e duvido que os que desejei te igualem. Tento por vezes imaginar o teu rosto quando fores velha, e suponho que te amarei tanto como agora, talvez ainda mais.
Esperas umas quantas palavras. Quais podem ser? Quando o coração está cheio, transborda, mas a verdadeira riqueza permanece dentro… As palavras nunca te dirão… como és perfeitamente querida para mim – perfeitamente querida para a minha alma e coração. Olho o passado, e cada palavra e gesto, em cada carta e silêncio – foste sempre impecável para mim – não mudaria uma palavra, um olhar. A minha esperança e objectivo é preservar este amor, não o abandonar – pelo que confio em Deus, que mo deu, e sem dúvida o pode manter. Chega, minha muito querida Ba! Deste a maior, a mais completa prova de amor que alguma vez um ser humano deu a outro. Sou todo gratidão – e todo orgulho… que a minha vida tenha sido coroada por ti.
(…) Sinto-me tão morto, tão humilhado, que dificilmente me ocorre uma ideia boa ou bela. Mas não desalentado ao ponto de desistir de ti, mas tão amargo, tão ferido nos meus sagrados sentimentos, tão cercado pelo mais vulgar dos lugares comuns. Se ao menos recebesse uma palavra tua! (…) Nem mesmo me é permitido ver-te! (…) Dá-me consolo, Bom Deus, não me deixes perecer em desespero. Sinto a minha vida arrancada pelas raízes.
Admito que nunca li nada da Margarida Rebelo Pinto (e como tal não posso dar nenhuma opinião sobre o seu trabalho), mas a Bertrand partilhou comigo esta frase do seu novo livro (O dia em que te esqueci) e como gostei, resolvi partilhar também.
Quando amamos alguém, não perdemos só a cabeça, perdemos também o nosso coração. Ele salta para fora do peito e depois, quando volta, já não é o mesmo, é outro, com cicatrizes novas. Às vezes volta maior, se o amor foi feliz, outras, regressa feito numa bola de trapos, é preciso reconstruí-lo com paciência, dedicação e muito amor-próprio. E outras vezes não volta. Fica do outro lado da vida, na vida de quem não quis ficar ao nosso lado.
Sexta-feira 13 ou não, o que é certo é que hoje pela fresca ia partindo uma perna. Não estou a exagerar, não, que vi a coisa mal parada. Do mal o menos, só ficaram umas nódoas negras e umas dores que não devem durar mais que um par de dias.
É verdade, amor querido, esta felicidade de que nós gozamos, esta liberdade com que de tempos a tempos nos vemos, nos abraçamos, nos beijamos, é imensa, é infinita, minha R. A quaisquer amantes bastaria, á maior parte deles seria demais. Bem o sei. Mas como é possível que nos contente, que nos satisfaça a nós que temos levado este sentimento aquele grau de paixão angélica, aquele grau de entusiasmo divino que tão rara vez aparece na terra. (…)
R., minha vida, meu amor, meu Deus! Eu sei que não blasfemo em te chamar meu Deus, porque tu realmente, verdadeiramente foste a imagem escolhida pela Providência para me representar o seu poder na terra, para me fazer crer nessa invisível força que domina tudo e que faz a desgraça ou a infelicidade da vida, independentemente das coisas materiais dela.
Não chames a isto ilusões, não, to peço; não são, não podem ser. O que eu sentia há um ano por ti, a loucura com que te desejava, a admiração que me trazias – podia ser ilusão, podia ser excessivo entusiasmo de namorado. Não sei – que já então, então mesmo, eu sentia – e senti-a de repente, e senti como por milagre – uma tão poderosa atracção da minha alma para ti que, através de todas as aparências e predisposições contrárias, ma levou ao íntimo da tua e me fez adivinhar o que tu mesma encobrias. Mas fosse o que fosse então, o que tu mesma encobrias. Mas fosse o que fosse então, o que é hoje é diferente, hoje depois de tantas e tão diversas e tão variadas provas – tão cruéis e amargas umas, tão doces outras – hoje este sentimento não só sobreviveu mas se sublinhou com todas elas, hoje, R., não há aqui ilusões, não há o que se chamam ilusões, não há cegueira de amor, não há dessas visões que tanto mais belas são, tanto menos duram – fumo do ardente facho do amor humano que insensivelmente se dissipam e não deixam por fim senão a triste realidade de todos os desejos, de todas as paixões terrestres – a saciedade, o fastio sucedendo à ânsia do apetite.
Oh! Não, minha R., o nosso querer é o de duas almas predestinadas a juntar-se aqui nesta vida antes que na outra se juntem em Deus. Pagamos bem o tributo aos sentidos, porque não temos outra expressão senão a deles para nos comunicarmos, para identificarmos as nossas existências, mas o nosso amor não está aí, está no espírito, está na divina parte do nosso ser que, sim, reflecte no que em nós há de humano e terrestre, mas não reside nele.
Pois não vês tu que nos conhecemos melhor agora que sabemos mais dos nossos defeitos e contudo nos amamos mais? Não vês que esgotamos a taça do prazer, e sentimos cada vez mais desejos? Que depois de estar juntos horas, ainda damos preço a um só instante (…)?
Minha vida, minha alma, anjo celeste de amor que me apareceste quando eu já não queria nem desejava nada nesta absurda vida do mundo, deixa-me desabafar contigo assim, que me sinto hoje carregado com uma electricidade de amor, que me estala este coração se não derramo sobre o teu parte desta torrente que quer rebentar dele. (…)
Duvidar às vezes de ti outro pecado meu. – Mas nesta dúvida não há senão o receio natural numa grande paixão, e nada tem de ofensivo, traduzido devidamente, quer dizer ciúme – companheiro constante e inseparável de todo o amor.
De que mais podes acusar-me? De querer saber tudo da tua vida passada, de estar aprofundar na ferida que tanto me dói? Deixa-me: É uma acção involuntária dos nervos, é uma propensão inevitável, é aquele sentimento que nos faz apertar o lado onde está a dor. Que remédio para isto? Nenhum. Como me hei-de emendar deste defeito? Quando isso me for indiferente. E nunca o há-de ser, nunca me hei-de emendar.
Mas dize tu, dize tu com verdade. Do que eu tenho sabido, do que me tens dito tu ou outros tem vindo diminuição no meu amor, na minha estima? – Bem o sabes que não, porque eu adoro em ti a mulher interessante que sempre foste para mim, mas amo em ti a mulher pura e fiel que tu hás-de ser para mim. E tudo isto é assim, é mais que isso, e por fim não é nada disto, e só é certo que te amo, que te quero, que te idolatro além de toda a expressão. E tu bem o sabes.
Que suprema felicidade foi hoje a minha, querida desta alma! Como tu estavas linda, terna, amante, encantadora! Nunca te vi assim, nunca me pareceste tão bela. Que deliciosa variedade há em ti, minha R. adorada! Possuir-te é gozar de um tesouro infinito, inesgotável. Juro-te que já não tenho mérito em te ser fiel, em te protestar e guardar esta lealdade exclusiva que hei-de consagrar até ao último instante da minha vida: não tenho mérito algum nisso. Depois de ti, toda a mulher é impossível para mim, que antes de ti não conheci nenhuma que me pudesse fixar.
E o que eu te estimo e aprecio além disso! A ternura de alma verdadeira, que tenho por ti! Onde estavam no meu coração estes afectos que nunca senti, que só tu despertaste e que dão à minha alma um bem-estar tão suave? Realmente que te devo muito, que me fizeste melhor, outro do que nunca fui. O que sinto por ti é inexplicável. (…) Deixaste-me hoje num estado de felicidade tal, com tanta serenidade no coração, que não creio em toda a minha vida que ainda tivesse um dia assim. (…) Tinha desesperado de encontrar a mulher que Deus formara à minha semelhança - achei-a em ti, e já não desejo a vida senão para a gozar contigo e para me arrepender a teus pés do mal que fiz, do tempo que perdi, do que te roubei da minha existência para o mal empregar nas misérias de que me tenho querido ocupar. (...) Eu a ninguém amei, a ninguém hei-de amar senão a ti. (…) Teria remorso verdadeiro se tivesse amado a alguém antes de ti; era uma quase infidelidade que me não poderia perdoar.
Todos os dias morrem 4 a 5 mulheres devido ao cancro da mama e todos os anos são diagnosticados cerca de 3800 novos casos, sendo este tipo de cancro o cancro feminino com maior incidência e com uma taxa de mortalidade mais alta. No Dia Nacional de Prevenção do Cancro da Mama, convém lembrar que o rastreio e o diagnóstico precoce são fundamentais para fazer baixar estes números. Porque o cancro não escolhe raças, religiões ou estratos sociais. Porque um dia pode ser connosco.
Vi este desafio (já há bastante tempo que está nos Drafts) no Vagueando pelas Ruas e resolvi trazê-lo comigo. Segundo as regras da Lolipop, para cada letra do alfabeto surge uma palavra e uma razão que justifica a sua escolha (algo que tenha a ver com a pessoa que faz o desafio). Eu decidi adaptar as regras e vai ser assim: Uma letra, uma palavra, uma foto, um post. Se alguém quiser roubar a ideia, faça favor!
Tenho uma coisa estúpida e ridícula para te dizer. (…) Estou apaixonado por ti. Estou-o desde o primeiro dia. Pensei poder curar-me, pensando em ti simplesmente como amiga. Há muitas coisas no teu carácter que me podiam sarar. Tentei convencer-me de que o podia fazer eu. Mas sofro a cada momento que passo contigo. Prefiro dizer-to, e penso ter dito bem, pois vou sofrer menos depois de me rejeitares. (…) Mas peço-te, se pensas dizer-me que duvidas da verdade do que escrevo, então preferia que não me respondesses. Sei o que pensas de mim, e nada espero ao dizer-te isto. Apenas antevejo perder uma amiga e as únicas horas agradáveis que passei durante um mês. Mas sei que és gentil, que és amada, e confio em ti, não como amante, mas como uma franca e leal companhia. (…) Mas a verdade é que sofro, e o meu vigor esmorece.
[De Alfred de Musset para Amandine Aurore Lucile Dupin (George Sand)]
Ontem, enquanto fazia zapping, parei na RTP1. Estava a dar o Jogo Duplo e a pergunta era algo como "No filme Sex and the City de 2008, qual das amigas queria casar com Mr. Big?", sendo as opções: Samantha, Miranda ou Carrie.
(…) Eu penso que me humanizas, e em breve me ensinarás que existe uma felicidade maior do que congeminar teorias e acumular factos em silêncio e solidão. Minha querida Emma, rogo com sinceridade que possas nunca lamentar a grande, e acrescento muito boa, obra que realizarás na terça-feira, minha futura e querida esposa, que Deus te abençoe…